O jornalismo ambiental indígena representa um movimento de comunicação que busca dar voz aos povos originários, destacando suas visões de mundo, conhecimentos tradicionais e o papel crucial que desempenham na preservação ambiental. É um campo que questiona as práticas do jornalismo convencional, integrando a ética do cuidado e reconhecendo os saberes indígenas como ferramentas essenciais para a busca de soluções ambientais e a manutenção da relação harmoniosa entre humanos e a natureza.
Principais características:
Visão de mundo indígena: O jornalismo ambiental indígena incorpora as cosmovisões dos povos originários, que compreendem a natureza não como um recurso, mas como um parente com o qual se estabelecem relações.
Conhecimento ancestral: Dá ênfase aos saberes tradicionais sobre a fauna, flora, manejo de recursos e conservação da biodiversidade.
Informação e conscientização: Transmite dados e acontecimentos de forma acessível, educando o público sobre a importância dos territórios indígenas e das ameaças que enfrentam.
Empoderamento e denúncia: Questiona as teorias tradicionais do jornalismo, buscando formas alternativas para construir pautas e dar visibilidade a temas ignorados pela mídia convencional.
Construção de soluções: Utiliza os saberes indígenas como uma estratégia para a construção de uma teia de soluções climáticas, conectando práticas, conhecimentos e vozes diversas.
Importância e funções:
Preservação ambiental: Os povos indígenas são guardiões de vastas áreas de grande importância ecológica, e seu papel na preservação ambiental é fundamental para a sustentabilidade do planeta.
Ética do cuidado: Promove a incorporação da ética do cuidado no jornalismo, buscando um apaziguamento na relação entre os seres humanos e a natureza.
Fortalecimento da democracia: Ao dar voz aos povos indígenas, o jornalismo ambiental contribui para a promoção de um ambiente mais seguro, plural e democrático para o exercício da comunicação e a defesa dos direitos humanos.